Terapia Cognitivo-Comportamental para Transtornos de Personalidade

A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) tem se demonstrado eficaz para uma série de dificuldades, como ansiedade, depressão ou transtornos alimentares. Ela também pode ser empregada no manejo de transtornos de personalidade, como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ou o Transtorno de Personalidade Antissocial, entre outros. Pela sua natureza crônica, os transtornos de personalidade são de tratamento mais difícil e com resultados menos rápidos do que transtornos de humor ou de ansiedade. Além disso, é comum que pessoas com transtornos de personalidade apresentem comorbidade com outros problemas, o que dificulta o trabalho clínico.

No Núcleo Interface de Psicologia Clínica, a abordagem de tratamento para os transtornos de personalidade é a TCC, com a adição de elementos de terapias de teceira onda, em especial a Terapia Comportamental Dialética e a Terapia de Aceitação e Compromisso. Essas terapias trabalham com aspectos importantes para esse tipo de quadro, como a relação terapêutica, o mindfulness e a regulação emocional.

A palavra mindfulness refere-se a uma postura perante às experiências de vida em que se está atento ao presente, com aberura às sensações e evitando os julgamentos. Trabalhar mindfulness nos casos de transtorno de personalidade é importante porque essas pessoas geralmente agem de maneira impulsiva, trazendo sofrimento adicional para si mesmas e para os outros. Ainda que ela saiba que uma determinada atitude lhe traz problemas, é necessário algum tipo de mudança de postura nos momentos de crise que as permitam colocar em prática aquilo que elas desenvolvem na terapia. As práticas de mindfulness podem ajudar nisso.

A regulação emocional engloba as estratégias que utilizamos para estabilizar as nossas emoções. Quando estamos muito irritados, tristes ou ansiosos, tendemos a fazer coisas que acreditamos que diminuirão nossa angústia. É muito comum que pessoas com transtorno de personalidade escolham estratégias que trazem ainda mais sofrimento — ou simplesmente não saibam como agir diferente. Desenvolver maneiras mais saudáveis de regulação emocional faz com que a pessoa consiga passar por dificuldades sem piorá-las, reduzindo o seu sofrimento em vez de aumentá-lo.

Além desses e outros pontos das terapias de terceira onda, no trabalho com pessoas com transtorno de personalidade no Núcleo Interface, são desenvolvidos aspectos mais amplos da TCC. Por exemplo, abordam-se a identificação da forma como a pessoa interpreta as situações em que se encontra, padrões de comportamento que podem ser prejudiciais e concepções que a pessoa tem sobre si e sobre o mundo que influenciam na maneira como ela age.

A terapia para pessoas com transtorno de personalidade segue os mesmos moldes de uma terapia convencional: sessões individuais, uma vez por semana (embora o terapeuta possa sugerir uma frequência maior em situações especificas), com duração de até cinquenta minutos.

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